Quem tem dor, tem pressa. Fale com a equipe pelo WhatsApp →
Artigo médico educativo

Espondilolistese: quando uma vértebra escorrega sobre a outra

Espondilolistese no laudo nem sempre significa cirurgia. O tratamento depende do grau de deslizamento, dos sintomas e do exame físico.

Atualizado em junho de 2026 • Leitura aproximada: 7 a 9 minutos

Neste artigo você vai entender:
  1. O que é espondilolistese
  2. Causas e tipos
  3. Sintomas e sinais de alerta
  4. Tratamento clínico e cirurgia
Este conteúdo é educativo e não substitui consulta médica. Diagnóstico e tratamento devem ser individualizados após avaliação especializada.

O que é espondilolistese?

A espondilolistese é o deslizamento de uma vértebra para frente (ou, mais raramente, para trás) em relação à vértebra logo abaixo. O local mais comum é a região lombar baixa, entre L4-L5 e L5-S1.

Esse deslizamento é classificado em graus, conforme o quanto a vértebra escorregou. Graus leves muitas vezes são compatíveis com vida normal, enquanto deslizamentos maiores exigem acompanhamento mais próximo.

Causas e tipos mais comuns

As causas mais frequentes são o desgaste das articulações da coluna com a idade (forma degenerativa) e pequenas falhas no arco ósseo da vértebra, às vezes ligadas a esforço repetitivo (forma ístmica), comum em quem fez atividades de impacto na juventude.

Existem ainda formas congênitas, traumáticas e associadas a outras doenças ósseas. Por isso, o tipo importa tanto quanto o grau na hora de planejar o tratamento.

Sintomas mais comuns

Muitas pessoas têm espondilolistese sem grandes sintomas. Quando há queixas, as mais comuns são dor lombar que piora ao ficar muito tempo em pé ou ao estender as costas, e dor ou cansaço que desce para as nádegas e pernas.

Em casos com compressão de nervos, podem surgir formigamento, dormência e, em situações mais importantes, perda de força nas pernas.

Sinais de alerta

Merecem avaliação prioritária a perda de força progressiva, dificuldade para caminhar, dormência em sela (região da virilha e entre as pernas) e qualquer alteração para controlar urina ou intestino.

Esses sinais não são comuns, mas, quando aparecem, indicam que a avaliação não deve ser adiada.

Tratamento clínico e cirurgia

A maior parte dos casos começa com tratamento conservador: orientação de atividade, fortalecimento do core e da musculatura lombar, fisioterapia, controle do peso e medicação quando necessário. Procedimentos minimamente invasivos podem ajudar a controlar a dor em situações selecionadas.

A cirurgia, que pode incluir descompressão e estabilização (artrodese), costuma ser discutida quando há deslizamento progressivo, instabilidade, compressão importante de nervos ou falha do tratamento conservador bem conduzido.

Resumo prático por situação

SituaçãoO que pode indicarConduta geral
Achado no exame sem sintomasEspondilolistese leveAcompanhamento e fortalecimento
Dor lombar mecânicaSobrecarga e instabilidade leveFisioterapia e reabilitação
Dor descendo para as pernasCompressão de raiz nervosaInvestigação especializada
Perda de força ou deslizamento progressivoInstabilidade relevanteAvaliação cirúrgica

Sente dor persistente, formigamento, perda de força ou sintomas que não melhoram?

Agende uma avaliação especializada com o Dr. Alessandro Almeida para entender a causa e discutir o tratamento mais adequado para o seu caso.

Agendar avaliação pelo WhatsAppNo site, trocar este botão pelo link real do WhatsApp.

Perguntas frequentes

Espondilolistese sempre precisa de cirurgia?

Não. Muitos casos, principalmente os de grau leve, são acompanhados e tratados sem cirurgia, com reabilitação e controle dos sintomas.

Posso fazer atividade física com espondilolistese?

Em geral sim, com orientação. Fortalecimento e exercícios adequados costumam fazer parte do tratamento, evitando sobrecargas que pioram a dor.

Espondilolistese piora com o tempo?

Pode permanecer estável por anos ou progredir em alguns casos. Por isso o acompanhamento é importante, especialmente nas formas degenerativas.

Qual exame mostra a espondilolistese?

Radiografias, inclusive com flexão e extensão, e ressonância ajudam a definir o grau, a estabilidade e a presença de compressão nervosa.

Dr. Alessandro Almeida

Artigo escrito por Dr. Alessandro Almeida

Neurocirurgião com atuação em dor, coluna, neurocirurgia funcional, neuromodulação e tratamentos minimamente invasivos.

CRM 52947458 • RQE 32267 e 40208.

Conteúdo educativo produzido para pacientes e familiares. Não substitui consulta médica.

Sugestões de conteúdos derivados

Referências gerais usadas como base técnica
  1. AANS — Spondylolisthesis
  2. NASS — Clinical Guidelines for Spondylolisthesis

Este conteúdo tem finalidade educativa e não substitui consulta médica. Diagnóstico e tratamento devem ser individualizados após avaliação especializada. Não há promessa de resultado, cura ou indicação de procedimento sem consulta.

Agendar pelo WhatsApp